Sábado, 27 de Junho de 2009

Acertar no Alvo

 As decisões atempadas, não dão razão a nenhuma desculpa, sobre falta de informação e planeamento.

27 de Setembro é a partir de hoje, uma data com grande importância politica, para as decisões dos próximos 4 anos.

De todos os actos eleitorais, com direito a voto, depois da maioridade, apenas deixei de exercer esse dever cívico, uma única vez e por impedimento inerente ao exercício da profissão. Custa-me entender, que, defendendo valores, ideais e tendências de politicas de governação, as dificuldades resultantes, da crise, má gestão, erros estratégicos, falta de visão, teimosia, arrogância, excesso de optimismo, afronta de interesses de classes, austeridade, inflação, pobreza, pouca produtividade, subjugação à comunidade europeia, façam com que se desvalorize a importância do voto, pessoal e intransmissível de cada eleitor.

Há no meu entender razão a queixa e protesto. Sou da opinião que, a real aposta, nas tecnologias da informação e comunicação, há muito deveria servir para se poder votar, sem o mínimo incómodo na deslocação para o fazer. Ainda só é possível nas mesas de voto e por correspondência para os residentes no estrangeiro, considero isso, um impedimento a uma maior participação nas escolhas que em cada acto eleitoral são apresentadas. A legitimidade expressa pelo voto, representará assim, o esforço de quem quer e decide ir votar, seja onde for que isso seja possível e não daqueles que querem votar, mas não vão dar-se ao trabalho da deslocação. Com certeza esse voltará a ser novamente, um universo de disputa na conquista de votos, que nenhum marketing politico conseguirá vencer, nem o "rebranding" do valor do eleitor, conseguirá levá-lo a agir, se para isso continuar a ser necessário desperdício de dinheiro, tempo e energia. Se há assim tantos indecisos, abstencionistas e cidadãos consistentes que não querem mesmo participar em eleições, porque não, repensar a estratégia, reinventar a forma de recolha do voto, agilizando a decisão ao ponto de, só não votar, quem não quer, porque se o decidir fazer, o sistema se encarregará de o vir recolher em tempo util. Fala-se tanto em, campanha, cartazes, outdoors, bandeiras, autocolantes, brindes, tempos de antena, debates, artigos de opinião, web sites, blogues, páginas oficiais, e-mails, marketing pelo correio, arruadas, comícios, campanha porta a porta, concertos, programas e esquece-se, que havendo também um período de votação mais alargado, um "Magalhães" portátil ligado em rede, de uma marca qualquer, que viesse ao encontro de quem quer votar, a eficácia seria bem maior e o numero de votos expresso, muito superior.

Chega da classe politica continuar a achar, que o erro para não votar, continua a ser o analfabetismo, falta de cidadania, iletracia, conhecimento, informação, ideias, indecisão ou propostas alternativas ao actual espectro politico global.

Existem "loiras", mas essa é uma falsa questão, a lei da atração continua como uma miragem entre quem governa e é governado.

Manuel da Fonseca @ Junho 2009

http://pwp.netcabo.pt/mdafonseca/

publicado por Manuel da Fonseca às 16:29
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