Domingo, 5 de Abril de 2009

A Importância de quem decide o que é Importante

As investigações, sobre tudo e todos, estão ao rubro. Caso atrás de caso, como cidadão, dou-me conta que, muito mais queria saber sobre temas, assuntos e conduta de algumas figuras consideradas públicas.

Se a justiça neste país, já é considerada lenta, não agrada nada, ouvir dizer, que ainda é feita de forma mais lenta, por pressões, para que isso mesmo aconteça. Investigar, se, quem investiga, não é pressionado para deixar de investigar, assusta-me um pouco, por achar que a verdade deve ser conhecida, demore o tempo que demorar.

Numa outra indústria poderosa, como são os laboratórios farmacêuticos, a luta entre classes, ordens e associações, também não abona nada a favor de quem tem necessidade de tomar, por isso mesmo comprar, o medicamento.

Se por um lado, enfermeiros e médicos, lutam por fazer vingar o que cada um tem competência para fazer, enquanto prestadores de cuidados de saúde ao paciente, a disputa entre a decisão de alterar ou não o medicamento prescrito numa receita médica, já mexe com muito mais interesses.

Se se trata de princípios activos, com a mesma composição química, sou de opinião que qualquer laboratório certificado, pode produzir esse mesmo medicamento. Esse genérico, devia pois apenas ser conhecido, com uma única nomenclatura, caixa idêntica, apenas variando a referência  do titular e da direcção técnica, para efeitos de responsabilização pela validade, garantia e qualidade. Preço tabelado na venda ao utente apenas. O médico desta forma não hesitaria entre um ou outro, já que todos serão iguais.

Nos novos medicamentos, a realidade já é outra, novas fórmulas podem na verdade ser mais eficazes e úteis na cura do paciente. Aí, o médico, considero que deva ser rei e senhor, nele se deposita toda a confiança e competência. Nunca o farmacêutico, deve poder alterar o medicamento, sem que para isso esteja autorizado pelo médico. Já que as farmácias, até enfermeiros chegaram a ter nas suas instalações, para dar vacinas, poderão abrir também consultórios, com médicos, e assim, com a permissão do utente, quando discordarem da prescrição, emitirem uma nova receita, sem custo e com a sua autorização, para venderem o medicamento que querem aconselhar. Temo que, a margem comercial, influencie muitas vezes a decisão que se quer tomar para alterar o receituário.

Como consumidor, apenas não quero pagar mais pelo que posso ter igual, mas mais barato.

publicado por Manuel da Fonseca às 12:09
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