Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008

Produto Final

Por mais voltas que o Mundo dê, o consumidor final sustenta todo o mercado.

Não fosse a preço dos combustiveis , cada vez se poderia comprar melhor e mais barato.

Seja qual for a actividade a concorrência e o excesso de oferta fazem o trabalho de casa.

A industria, dita que se produza, em quantidade para baixar o preço e vender mais. As linhas de produção, uma vez oleadas, debitam a preços que só de pensar no custo unitário, deixam-me de boca aberta.

A qualidade e exclusividade podem no entanto alterar essa tendência. Por isso se ouve tanto dizer que este ou aquele equipamento é unico em Portugal ou unico no Mundo.

Pois é verdade, mas contráriamente às espécies em vias de extinção, tudo o que o homem inventa e tem sucesso, é duplicado enquanto houver procura e matéria prima para o produzir.

Felizmente a paciência e o trabalho escravo é decrescente, a especialização é o que mais procuramos, só assim podem dar valor ao que fazemos.

Os Sábios, os Iluminados, os Gurus sectoriais, levam-me à certa e dou por bem empregue tudo o que aprendo ou que relembro.

A formação está na ordem do dia, como dizia há muito tempo um ex-governante, a educação é a minha paixão.

Será que ensinar é sinónimo de fugir à profissão que se escolhe? Isto tendo em conta o papel de formador, numa sociadade que se quer que progrida no mesmo sentido e que nos leve a perpectuar o que é bem feito e trás prosperidade e sucesso.

São pois estes também os produtos finais de que falo, o que somos e para onde vamos.

A matéria transformasse, mas o intelecto e a herança cultural, são valores que se transmitem, não só por todos os meios de comunicação e tecnológicos, mas também pelo exemplo e experiência vida de todos com os quais se convive diáriamente.

Gostei de ouvir, um Técnico de um Laboratório Nacional, dizer que determinada personalidade moldou a sua forma de agir e actuar e que o seu fantasma ainda ocupa o gabinete que actualmente ocupa.

Quero com isto dizer que o que trás mais valia conhecimento,  humanização e valores éticos pode muito bem ficar do quadro de honra das instituições e sociedades às quais cada um pertence. O espirito de missão, os valores nacionais, nem sempre estão em sintonia, com o que cada um acha que deve ou não deve fazer. Podemos correr o risco de considerar que apenas nós somos os consumidores de produto final. Puro engano, acabamos por ser os produtores de matéria prima, que a muita gente chama lixo e desperdício.

Esse é pois o ínicio de um novo ciclo, porque na natureza, sempre ouvi dizer que nada se perde, mas tudo se tranforma.

Continuar a acreditar nisso faz com que acredite que alguns ciclos se podem repetir até ao finito da existência do próprio Universo, se também for considerado um Produto Final.

sinto-me:
publicado por Manuel da Fonseca às 12:19
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